Tá No Sangue S.F.C.

O SANTOS PRECISA PROFISSIONALIZAR SUA GESTÃO

www.tanosanguesfc.com.br   Por Márcio Veratti   Texto de Ernesto Franze   Foto dovulgação de  Futebol Business

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O futebol não é só dentro de campo

As pesquisas comprovam que o alvinegro possui uma torcida maior que a população de vários países. Com base no faturamento de clubes concorrentes, que apontam, por exemplos, Palmeiras e o Flamengo faturando acima dos trezentos milhões de reais em 2.015, o Peixe tem potencial para um faturamento acima dos duzentos e cinquenta milhões de reais, mas pra que isso seja possível é necessário que a sua gestão dote seus quadros administrativos de profissionais com boa formação, capacidade técnica, e expertise em cada área. 

Se perguntar ao torcedor alvinegro se ele já viu um presidente eleito arrumar uma vaguinha a um amigo correligionário que o ajudou nas eleições, pra jogar gol do Peixe, ou de centroavante do time principal, a resposta, certamente, será negativa, mas se a pergunta for outra: 

Se perguntar a ele, se já viu um correligionário ocupando cargos na gestão do clube pelo critério da AMIGOCRACIA e não por MERITOCRACIA, porque ajudou na eleição do presidente, a resposta, certamente, será positiva. 

Infelizmente grande parte da torcida, ainda, não olha para o resultado do balanço, não avalia, não cobra, não reage como faz com o desempenho do time em campo. Deixa espaço para os dirigentes pratiquem a chamada a amigocracia, empregando correligionários que nem sempre possuem a formação necessária, nem expertise e preparo técnico para o cargo. 

Essa é a razão principal do alvinegro apresentar, entra ano, e saem ano, déficits em seus balanços, e construir dividas gigantesca que está aí, agora, a partir do resultado de 2.015 superando os 400 milhões de reais.   

Dentro de campo não, lá não se pode brincar, lá tem que ser profissional, é lá que estão os holofotes. Se o time não for bem, o pau come, e os dirigentes perdem as eleições. 

O que fazer para resolver isso? SUGESTÃO:  

Alterar via reforma do estatuto de Conselho Gestor para Conselho de Administração, que seria presidido pelo presidente eleito do Clube que NÃO assume mais funções executivas no Clube. 

Presidente e o conselho de administração cuidam do planejamento estratégico do clube, e com base em conceitos de Governança Corporativa, criam e definem metas e objetivos para área executiva do Clube e fiscalizam e controlam o desempenho. 

A área executiva do clube fica subordinada a um CEO (Chief Executive Officer, em português, Diretor Geral), incluindo o futebol, e todos os profissionais são contratados sob o regime de mercado e da meritocracia, inclusive o CEO. Fica proibido o aparelhamento político do clube e acaba com a ruptura da administração a cada eleição, elimina os custos absurdos de troca de funcionários e o rastro de destruição das ações trabalhistas que ficam pelo caminho. 

Entra presidente, sai presidente, e o quadro de profissionais não se altera por esse motivo, desde o porteiro ao CEO.   

Esse modelo de gestão foi adotado há, aproximadamente, 20 anos pelo Barcelona, e Real Madri, e permitiram que esses clubes se transformassem nos gigantes que são hoje, com faturamento na casa dos seiscentos milhões de euros no ano de 2.014/2.015. E mais recentemente aqui no Brasil adotaram o mesmo modelo de gestão o Grêmio de Porto Alegre, e o Flamengo do Rio de Janeiro. 

O Santos Futebol Clube é um gigante que é tratado por seus dirigentes como um clube pequeno.  Sua receita anual está muito baixa e aquém de seu potencial, suas rendas de bilheteria são de time anão, por consequência as vendas de camisas e produtos licenciados, sua platéia de PPV, e seu número de sócios seguem o mesmo padrão. 

Ou profissionaliza, ou, em menos de uma década, sai do cenário dos times que vão manter-se na briga por títulos importantes em âmbito nacional (campeonato brasileiro) e continental (Libertadores da América).  É hora de reagir, Alvinegros.