Tá No Sangue S.F.C.


Recém-chegados têm rápida adaptação e dão conta do recado

Fonte:  www.gazetaesportiva.com   Do correspondente Thiago Bastos - Santos, SP   04/07/2016


Com convocados para a Seleção Brasileira, Dorival espera contar com os recém-chegados na armação da equipe (Foto: Ivan Storti/Santos)

Com convocados para a Seleção Brasileira, Dorival espera contar com os recém-chegados na armação da equipe (Foto: Ivan Storti/Santos)

O final de temporada melancólico em 2015, além de ter deixado o Santos fora da zona de classificação para a Copa Libertadores deste ano, via Campeonato Brasileiro, foi ainda mais frustrante pela perda do título da Copa do Brasil, diante do rival Palmeiras.

Um dos motivos apontados por muitos torcedores santistas naquela ocasião foi o de que o Peixe carecia de um bom banco de reservas. Prova para esse argumento era que, em que pese o fato de o time titular corresponder, assim que algum jogador tinha que deixar a equipe, o reserva na maioria das vezes não o substituía a altura.

O Campeonato Brasileiro deste ano, porém, tem demonstrado o contrário, principalmente em relação às últimas três aquisições do clube que entraram em campo recentemente: os atacantes Rodrigão e Copete e o volante Yuri.

“Não esperava essa rápida adaptação, de maneira direta. Esses jogadores têm acrescentado muito ao nosso grupo”, elogiou o técnico Dorival Júnior, logo após a vitória santista por 3 a 0 sobre a Chapecoense, na tarde do último domingo.

O trio de recém-chegados correspondeu logo de cara. Rodrigão, de 22 anos, chegou com fama de goleador após ser contratado junto o Campinense, da Paraíba, mas havia muita desconfiança em relação ao jogador por nunca ter atuado em um grande clube.

Os três gols nos quatro primeiros jogos com a camisa do Santos, no entanto, ratificaram a fama de oportunista do atleta de 1,86 metro. “Agradeço pelo gol e pela estreia na Vila [diante da Chapecoense]. Temos que manter a pegada e manter o pé no chão.”, disse o atacante.

Vice-campeão paulista pelo Audax, Yuri foi um dos muitos jogadores que deixou o clube da Grande São Paulo após o término do estadual. No Santos, ele estava consciente de que seria uma opção do banco de reservas diante da titularidade incontestável da dupla de volantes Renato e Thiago Maia.

Porém, bastaram duas partidas para que o jogador já mostrasse que pode atuar entre os titulares sem qualquer problema. O golaço contra a Chapecoense, em um chute de fora da área, foi a prova disso. “Tem acontecido coisas inexplicáveis na minha vida. Estar no Santos, fazer gol, colocar o time no G4. Quero continuar assim agora. Estou preparado e à disposição do Dorival”, enfatiza o jogador.

Mas o caso mais emblemático da boa fase dos recém-contratados é, sem sombra de dúvidas, o atacante Jonathan Copete. Praticamente descartado de seu antigo clube, o Atlético Nacional de Medellín, da Colômbia, o jogador foi negociado com o Santos às vésperas da disputa da semifinal da Copa Libertadores, dando mostras de que o jogador teria pouca utilidade na fase decisiva da competição sul-americana.

Na Vila Belmiro, porém, o colombiano teve um início fulminante: dois jogos saindo da reserva, com dois gols e três assistências. “Aqui no Brasil o futebol é intenso, de uma maneira particular”, exaltou Copete, que chegou a ouvir seu nome ser entoado por boa parte da torcida que estava na arquibancada, na última partida.

Satisfeito com o desempenho do trio, Dorival encontra uma explicação para a rápida adaptação dos jogadores. “Tem um dado importante: todos eles vinham em ritmo de jogo, eram titulares em suas equipes. Com isso eles chegam adiantados”, argumenta o treinador que certamente utilizará as novas aquisições no período das Olimpíadas, quando Thiago Maia e Gabriel estarão na Seleção Brasileira.